04 - jan/26

Brasil, México, Chile, Colômbia, Uruguai e Espanha divulgaram neste domingo (4) uma nota conjunta expressando preocupação com a situação na Venezuela após a operação militar dos Estados Unidos.

A nota, divulgada pelo Itamaraty e pelo governo da Colômbia, ainda faz um apelo para que a ONU (Organização das Nações Unidas) faça uso de seus ofícios para contribuir para uma “desescalada” das tensões na região.

O grupo destaca que não deve haver ingerência externa e que apenas um processo político inclusivo, conduzido pelos próprios venezuelanos, pode levar a uma solução democrática e sustentável.

O comunicado alerta para qualquer tentativa de controle governamental ou apropriação externa de recursos naturais, o que, segundo os países, viola o direito internacional e ameaça a estabilidade regional.

A manifestação ocorre após a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro pelos EUA. O presidente Donald Trump afirmou que Washington poderá administrar a Venezuela durante um período de transição, além de indicar forte interesse no setor petrolífero do país.

Na nota, os seis países defendem uma solução exclusivamente pacífica, liderada pelos próprios venezuelanos, e pedem que a ONU atue para reduzir as tensões. O grupo também ressalta a América Latina e o Caribe como zona de paz e afirma que ações militares unilaterais criam um precedente perigoso para a segurança regional e a população civil.

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04 - jan/26

A União Europeia afirmou neste domingo (4) que a restauração da democracia na Venezuela depende do respeito à vontade do povo venezuelano. A posição foi expressa em uma nota conjunta assinada por 26 dos 27 países do bloco — a Hungria ficou de fora.

O comunicado pede calma e contenção para evitar a escalada do conflito e defende uma transição política pacífica, baseada na vontade popular. A UE reiterou que Nicolás Maduro não possui legitimidade democrática e que a crise deve ser resolvida dentro do direito internacional.

“O respeito à vontade do povo venezuelano continua sendo o único caminho para que a Venezuela restaure a democracia e resolva a crise atual”, diz o comunicado.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, também manifestou solidariedade ao povo venezuelano e reforçou o apoio a uma transição democrática, afirmando que a União acompanha de perto a situação e presta assistência aos cidadãos europeus no país.

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04 - jan/26

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez um alerta direto à vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, que assumiu interinamente o comando do país após a captura de Nicolás Maduro. Em entrevista à revista The Atlantic, Trump afirmou que ela “pagará um preço muito alto” caso não “faça o que é certo”.

A Suprema Corte venezuelana determinou que Rodríguez exerça os poderes presidenciais de forma interina, decisão que recebeu apoio das Forças Armadas do país, mesmo com críticas à operação militar conduzida pelos EUA.

Diante de críticas de aliados políticos à intervenção, Trump defendeu a mudança de regime na Venezuela, afirmando que “reconstruir e mudar o regime” é melhor do que manter a situação atual, que, segundo ele, “não pode piorar

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04 - jan/26

O papa Leão XIV afirmou neste domingo (4) que a Venezuela deve permanecer um país independente e disse acompanhar com “muita preocupação” os desdobramentos após a deposição de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos.

Durante a oração na Praça de São Pedro, o pontífice pediu respeito aos direitos humanos, ao Estado de Direito e à Constituição venezuelana. “Não devemos demorar para superar a violência e trilhar os caminhos da justiça e da paz, garantindo a soberania do país”, declarou.

Leão XIV também ressaltou que “o bem do amado povo venezuelano deve prevalecer sobre qualquer outra consideração”. No sábado (3), o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que os Estados Unidos assumiriam o controle da Venezuela após a captura de Maduro, que está detido em Nova York.

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04 - jan/26

Uma adolescente de 14 anos morreu após se afogar na praia de Tabatinga, no município de Nísia Floresta, no litoral Sul do Rio Grande do Norte. O corpo da vítima, que estava desaparecida desde o fim da tarde de sábado (3), foi localizado na madrugada deste domingo (4), por volta das 4h30, segundo o Corpo de Bombeiros Militar do RN (CBMRN).

De acordo com a corporação, após a localização, familiares estiveram no local e fizeram o reconhecimento do corpo. Em seguida, a Polícia Técnica foi acionada para realizar o recolhimento e encaminhar a vítima para a unidade competente.

O afogamento aconteceu no fim da tarde de sábado, quando quatro pessoas tomavam banho de mar na praia de Tabatinga e foram surpreendidas por fortes correntezas. Três delas conseguiram ser resgatadas e passam bem. A adolescente submergiu e ficou desaparecida. Uma quinta pessoa – um homem – tentou ajudar no resgate e também precisou de atendimento médico posteriormente.

Em nota, o Corpo de Bombeiros informou que empregou todos os esforços nas buscas, com atuação integrada de equipes de guarda-vidas, mergulhadores especializados, Unidades de Resgate Avançado, além do uso de embarcação e da aeronave Potiguar 02.

G1

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04 - jan/26

O Conselho de Segurança da ONU realizará uma reunião de emergência na segunda-feira, às 12h (horário de Brasília), para discutir a operação militar dos Estados Unidos na Venezuela, informou neste sábado a presidência do órgão, atualmente exercida pela Somália.

A convocação ocorre após os EUA lançarem uma ofensiva militar no sábado (3) e capturarem o presidente Nicolás Maduro em Caracas.

Em reação, o secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou estar profundamente alarmado com a escalada do conflito e alertou para o risco de um precedente perigoso, reforçando a necessidade de respeito ao direito internacional e à Carta da ONU. Ele também defendeu diálogo político, respeito aos direitos humanos e ao Estado de Direito.

Carta da Venezuela ao Conselho

A Venezuela enviou uma carta ao Conselho condenando os ataques americanos, classificados como “brutais e ilegais”, e exigiu condenação formal, cessação imediata das ações militares e a responsabilização dos EUA por crime de agressão.

Segundo o documento, alvos civis e militares foram atingidos em Caracas e em estados como Miranda, Aragua e La Guaira. A reunião conta com o apoio da Rússia e da Colômbia, membros do Conselho de Segurança.

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04 - jan/26

A Starlink anunciou que vai oferecer internet banda larga gratuita na Venezuela até 3 de fevereiro, após a operação dos Estados Unidos que resultou na queda do presidente Nicolás Maduro.

Pertencente à SpaceX, do bilionário Elon Musk, a empresa fornece conexão móvel por meio de satélites em órbita.

Em publicação na rede X, a Starlink afirmou que o objetivo é manter a conectividade no país, que historicamente enfrenta censura e bloqueios de plataformas digitais como Facebook, YouTube e Instagram.

Dados da Netblocks indicam uma queda repentina da internet em áreas de Caracas no sábado, associada a apagões durante a operação militar dos EUA. A imprensa local também relatou falta de conexão em partes da capital.

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04 - jan/26

A China afirmou neste domingo (4) que os Estados Unidos devem libertar imediatamente Nicolás Maduro e sua esposa e resolver a crise na Venezuela por meio de diálogo e negociação.

Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores chinês disse que a deportação do líder venezuelano viola o direito internacional e cobrou garantias para a segurança pessoal do casal.

Pequim voltou a condenar a operação militar americana, classificando-a como uso ilegítimo da força contra um Estado soberano e uma afronta à soberania venezuelana. Segundo o governo chinês, a ação reflete um comportamento hegemônico que ameaça a estabilidade regional.

A China, uma das principais parceiras políticas e econômicas da Venezuela, reiterou que a crise no país deve ser resolvida sem interferência externa, pelo próprio povo venezuelano.

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04 - jan/26

O presidente da França, Emmanuel Macron, comemorou neste sábado (3) a queda do regime de Nicolás Maduro na Venezuela. Em publicação nas redes sociais, escrita em espanhol, afirmou que o povo venezuelano foi libertado da ditadura e tem motivos para celebrar.

Na publicação, Macron afirmou que “o povo venezuelano está hoje libertado da ditadura de Nicolás Maduro e não pode senão celebrar”. Em seguida, declarou que “os venezuelanos podem contar com o apoio da França para erguer a voz de uma transição pacífica, democrática e plenamente respeitosa de sua vontade soberana”.

A manifestação ocorre após a ofensiva militar dos Estados Unidos, que resultou na captura de Maduro e encerrou quase 27 anos de governos chavistas. O ex-presidente deverá responder na Justiça americana por acusações ligadas ao narcotráfico e ao uso de armas.

Para Venezuela, declarações de Macron configuraram “intromissão inadmissível em assuntos internos de um Estado soberano”. Na opinião de Caracas, a fala revela “profundo desconhecimento da realidade política, institucional e social do país” e atual governo “emana da vontade popular e da ordem institucional”.

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03 - jan/26

A fronteira entre Brasil e Venezuela foi fechada neste sábado (3) no trecho de Pacaraima (RR). Segundo fontes da área militar brasileira, a interrupção ocorreu por decisão do lado venezuelano, após o ataque do Estados Unidos contra o país e a prisão do ditador Nicolás Maduro.

De acordo com o governo brasileiro, as fronteiras seguem operando normalmente do lado do Brasil. A Polícia Militar de Roraima informou que venezuelanos instalaram cones e bloqueios impedindo a circulação no ponto de travessia.

O fechamento ocorreu horas depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar que forças americanas realizaram uma ofensiva militar na Venezuela e retiraram do país o presidente Nicolás Maduro. Washington não informou o destino nem os detalhes da operação. Trump informou que concederá entrevista coletiva às 13h, horário de Brasília.

Durante a madrugada, explosões foram registradas em Caracas, com relatos de sobrevoo de aeronaves militares, correria nas ruas e queda de energia em áreas próximas à base aérea de La Carlota. Vídeos nas redes sociais mostram fumaça e movimentação militar, ainda sem confirmação independente.

Após os ataques, o governo venezuelano declarou estado de Comoção Exterior e anunciou a ativação de planos de mobilização. A vice-presidente Delcy Rodríguez afirmou não ter informações sobre o paradeiro de Maduro e cobrou dos EUA uma prova de vida do presidente.

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03 - jan/26

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, será julgado pela Justiça dos Estados Unidos em um tribunal de Nova York, anunciou neste sábado (3) a procuradora-geral norte-americana, Pam Bondi.

Segundo Bondi, Maduro e sua esposa, a primeira-dama Cilia Flores, foram formalmente acusados na Justiça dos EUA pelos seguintes crimes:

Conspiração para narcoterrorismo;
Conspiração para importação de cocaína;
Posse de metralhadoras e dispositivos explosivos;
Conspiração para posse de metralhadores.
As denúncias foram apresentadas ao Tribunal do Distrito Sul de Nova York. Bondi afirmou que o processo terá início “em breve”, mas não informou data nem confirmou se Maduro e a esposa já foram levados aos Estados Unidos.

Mais cedo, o presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que forças americanas realizaram um ataque à Venezuela e capturaram Maduro.

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03 - jan/26

Uma família que era mantida como refém em uma residência na área de Búzios foi libertada sem ferimentos após a intervenção policial realizada na sexta-feira 2.

Equipes das viaturas CHOQUE 11 e CHOQUE 24 foram acionadas pelo Copom para atender à ocorrência de roubo com reféns. Ao chegarem ao local, os policiais se depararam com um homem armado, que efetuou disparos contra as guarnições.

Diante da situação, houve reação por parte dos policiais, que conseguiram neutralizar o suspeito. As vítimas que estavam sob restrição foram liberadas com a integridade física preservada.

O homem envolvido na ocorrência foi socorrido e encaminhado para uma unidade hospitalar.

Com o suspeito, foram apreendidos um revólver calibre .38, seis aparelhos celulares com registro de roubo, cinco cápsulas de munição, entre deflagradas e intactas, além de dinheiro em espécie e outros objetos subtraídos, como joias e chaves de veículos.

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