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A dragagem do Porto de Natal, inicialmente prevista para janeiro de 2026 e posteriormente adiada para março, sofreu novo atraso e agora deve começar apenas na segunda quinzena de abril.
Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos, a mudança no cronograma ocorre devido à necessidade de conclusão de aprovações técnicas e à superação de entraves burocráticos envolvendo o Idema e a Capitania dos Portos do Rio Grande do Norte. 
A obra, considerada estratégica para ampliar a competitividade do terminal, tem custo estimado em R$ 54,5 milhões, valor já garantido pelo governo federal. O serviço será executado pela DTA Engenharia, vencedora da licitação. 
Pelo cronograma anterior, a empresa deveria apresentar o projeto executivo em fevereiro, com previsão de início das obras ainda em março. No entanto, os projetos básico e executivo seguem em fase final de aprovação. 
Como parte das etapas preparatórias, o Ministério já encaminhou à Capitania dos Portos o pedido de autorização definitiva para a dragagem, incluindo licenciamento ambiental e definição da área de despejo do material. 
A Companhia Docas do Rio Grande do Norte (Codern) informou que o cronograma segue em ajustes, após solicitações adicionais de informações por parte da Capitania, que ainda estão em fase de validação. 
Com o novo adiamento, o próprio Ministério já admite impacto no prazo final da obra. A previsão mais recente indica que os serviços com a draga de grande porte devem se estender até agosto. 
A dragagem vai ampliar o calado do canal de acesso, atualmente em 10 metros, permitindo a operação de navios com até 11 metros de profundidade. A intervenção também inclui a bacia de evolução, essencial para manobras seguras das embarcações. 
Entre os entraves ainda existentes estão exigências ambientais adicionais, como a ampliação da licença junto ao Idema para novas áreas da bacia de evolução, além da necessidade de sinalização provisória na Ponte Newton Navarro, o que pode gerar custos extras. 
Para o governo federal, a dragagem faz parte de uma estratégia mais ampla de fortalecimento do Porto de Natal, que já recebeu investimentos em infraestrutura, como reforma de armazéns, instalação de sistema fotovoltaico e melhorias operacionais. 
Com a obra, a expectativa é permitir a chegada de navios maiores, ampliar rotas comerciais e melhorar o escoamento de cargas, aumentando a competitividade do terminal potiguar. 
Tribuna do Norte