
Desde o início da guerra com o Irã, os preços do petróleo registraram alta e oscilam em torno de 100 dólares por barril.
O tráfego marítimo na região foi afetado após ataques atribuídos ao Irã contra embarcações. Pelo menos cinco navios foram atingidos, e apenas um número limitado de petroleiros tem transitado pela área. A via marítima responde por cerca de 20% do fornecimento global de petróleo e gás natural liquefeito (GNL).
Um alto funcionário da Guarda Revolucionária Iraniana afirmou em 2 de março que o Estreito de Ormuz estava fechado e alertou que o Irã abriria fogo contra qualquer navio que tentasse passar.
Em 7 de março, a Guarda Revolucionária informou ter atingido um petroleiro com bandeira das Ilhas Marshall no estreito, segundo a mídia estatal iraniana.
A United Kingdom Maritime Trade Operations (UKMTO) relatou diversos ataques contra navios na região desde 1º de março. Entre os registros estão um petroleiro próximo ao Kuwait e um navio porta-contêineres no Estreito de Ormuz.
Diante da situação, as Forças Armadas dos Estados Unidos elaboram um plano para facilitar a passagem de embarcações pela região. A informação foi divulgada pelo assessor econômico da Casa Branca, Kevin Hassett, em entrevistas à CNBC e à Bloomberg Television na sexta-feira (6).
Hassett afirmou que não poderia apresentar detalhes sobre o cronograma das ações.
Trump também afirmou que a Marinha dos Estados Unidos poderia escoltar petroleiros pelo Estreito de Ormuz. O presidente orientou ainda a Corporação Financeira de Desenvolvimento Internacional dos Estados Unidos a fornecer seguro contra riscos políticos e garantias financeiras para a navegação no Golfo.
Segundo o relato, armadores e analistas do setor avaliam que essas medidas podem não ser suficientes para restabelecer o fluxo normal de navios na região.