O ministro Dias Toffoli determinou à PF (Polícia Federal) que envie ao STF (Supremo Tribunal Federal) todos os dados de celulares e demais provas apreendidas nas operações do caso do Banco Master.
A ordem é para que a polícia envie “elementos de prova já documentados, mas que ainda não estão encartados neste inquérito” e laudos periciais do que foi apreendido.
A decisão está sob sigilo e ocorre no mesmo dia em que o ministro admite que era sócio de um resort que foi vendido para um fundo ligado ao Banco Master.
A decisão do ministro foi interpretada nos bastidores como um recado de que pretende se manter na relatoria do caso, apesar de a Polícia Federal ter enviado ao Supremo as provas que surgiram contra o ministro no decorrer das investigações.
Conforme mostrou a CNN com exclusividade, as mensagens analisadas no celular do empresário contêm uma “tempestade” de menções a políticos desde 2022, comparável à delação de executivos da Odebrecht no auge da Lava Jato.
Toffoli teve o nome revelado como um dos mencionados nas mensagens de Vorcaro. No entanto, as investigações da PF apontam conexões do banqueiro com outros integrantes dos Três Poderes.
As mensagens periciadas mostram menções de Vorcaro a pagamentos direcionados ao ministro Dias Toffoli, relator do caso.
A PF investiga se a transferência de recursos a Toffoli partiu da empresa que foi sócia de um fundo ligado ao Banco Master no Tayayá Resort, frequentado pelo ministro e que pertenceu aos irmãos dele.