29 - nov/25

Foto: Thiago Ribeiro/AGIF

Flamengo e Palmeiras se reencontram neste sábado (29), em Lima, para reviver a final da Libertadores de 2021 — duelo marcado pelo erro de Andreas Pereira e pelo tricampeonato do Verdão. Quatro anos depois, os dois gigantes chegam novamente a uma decisão continental carregando expectativa, pressão e a chance de conquistar o primeiro tetracampeonato brasileiro do torneio.

A final de 2021 consolidou o domínio recente dos clubes na América. O confronto em Montevidéu foi decidido na prorrogação, após o gol de Gabigol que levou o jogo ao tempo extra e o lance fatal que colocou Deyverson na história palmeirense. Desde então, ambos seguiram no alto nível: o Flamengo voltou à final em 2022 e foi campeão, enquanto o Palmeiras manteve a rotina de campanhas consistentes sob Abel Ferreira.

O momento das equipes antes da decisão, porém, é bem diferente. O Palmeiras desembarca no Peru pressionado pela sequência negativa no Brasileirão, cenário parecido com o que antecedeu suas conquistas em 2020 e 2021. Já o Flamengo chega com estabilidade maior que a de 2021, quando vivia um ano turbulento sob Renato Gaúcho, apesar de contar com a base de 2019. Agora, tenta reafirmar seu protagonismo continental com um elenco reformulado.

Lima volta ao centro das atenções após receber a final de 2019, marcada pela virada histórica do Flamengo sobre o River Plate. Considerada sede segura pela Conmebol, a capital peruana abriga o confronto que coloca frente a frente os dois maiores projetos do futebol brasileiro da última década. Às 18h, a bola rola para um duelo que vale história — e um tetracampeonato inédito.

Com informações do R7

29 - nov/25

Foto: Divulgação

O senador Rogério Marinho recebeu o Título de Cidadão Extremozense, durante solenidade realizada na comunidade de Pitangui, em Extremoz. A homenagem foi entregue pelo ex-vereador e atual secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Rafael Correia (PL), autor da proposição aprovada pela Câmara Municipal em 2024.

A entrega ocorreu durante a apresentação das ações do projeto Rota da Água, promovido pelo sistema Faern/Senar/IPDR, viabilizado por emenda parlamentar do próprio senador. O evento reuniu lideranças políticas, técnicos do setor produtivo e diversos moradores da região.

Além do senador, estiveram presentes vereadores do município, secretários municipais e representantes das instituições organizadoras da programação. A homenagem destacou a contribuição de Marinho para iniciativas voltadas ao desenvolvimento econômico, acesso à água e fortalecimento da produção local.

Correia lembrou que esta não foi a primeira honraria concedida por ele a uma liderança nacional. Em julho de 2021, ainda como vereador, ele foi autor e responsável pela entrega do primeiro título honorífico concedido no RN ao então presidente da República, Jair Bolsonaro.

Com a entrega desta quinta-feira (27), o município de Extremoz reforça o reconhecimento ao trabalho de Marinho em favor da região, especialmente em áreas estruturantes como recursos hídricos, desenvolvimento rural e investimentos produtivos.

29 - nov/25

Foto: Reprodução

A Airbus anunciou que mais de 6,5 mil jatos da família A320 precisam de atualização urgente de software. O alerta veio após um avião da JetBlue sofrer falha causada por “radiação solar intensa”, que corrompeu dados essenciais dos controles de voo. Ninguém se feriu, mas o incidente expôs risco real de perda de estabilidade.

A correção deve ser feita antes do próximo voo, segundo reguladores, e pode causar atrasos e cancelamentos durante a alta temporada nos EUA. Cerca de 1.000 aeronaves mais antigas precisarão de manutenção de hardware, ficando fora de operação temporariamente. Companhias como American Airlines e Wizz Air já começaram as atualizações.

O sistema afetado, ELAC, controla parâmetros críticos de voo e garante que a aeronave permaneça estável. Se falhar, pode provocar movimentos não comandados e comprometer a estrutura do avião. A Airbus garante que a maioria dos jatos recebe o update direto da cabine, mas não há margem para descuidos.

No Brasil, a situação não afeta os aviões da Latam que operam em solo nacional. Apenas algumas afiliadas em Colômbia, Chile e Peru estão sujeitas às medidas. Passageiros afetados serão contatados para ajustes de itinerário, enquanto a indústria enfrenta mais um desafio em plena temporada de viagens.

29 - nov/25

Foto: Reprodução

Os Correios acumulam um prejuízo de R$ 6 bilhões até setembro, quase três vezes mais que os R$ 2,1 bilhões do mesmo período do ano passado. O conselho da estatal aprovou as demonstrações contábeis do terceiro trimestre nesta sexta-feira (28).

O rombo é resultado da queda de receitas, aumento de despesas operacionais e novas obrigações judiciais e trabalhistas. Para tentar salvar a empresa, o governo negocia um empréstimo de R$ 20 bilhões com bancos públicos e privados, garantido pelo Tesouro Nacional. A previsão é que a operação seja fechada na próxima semana e o pagamento ocorra em 15 anos.

O plano de reestruturação prevê demissão voluntária de 10 mil funcionários e fechamento de pelo menos 1 mil agências. Sem essas medidas, os prejuízos podem chegar a R$ 23 bilhões em 2026. A estatal só espera começar a gerar lucro a partir de 2027.

Além disso, os Correios estudam abertura de capital e criação de joint ventures para captar recursos, mantendo o controle da União. O objetivo é evitar o colapso da empresa e manter os serviços funcionando.

28 - nov/25

Foto: Reprodução

Um incêndio registrado na madrugada desta sexta-feira (28) destruiu um micro-ônibus e atingiu outro dentro de um galpão no bairro Santa Terezinha, em São Gonçalo do Amarante, na Grande Natal. O fogo começou por volta das 3h da manhã e assustou moradores da região. Ninguém ficou ferido.

De acordo com as primeiras informações, o motorista Anderson — que trabalha há 15 anos no transporte alternativo da capital — recebeu uma ligação de um vizinho avisando que o galpão onde os veículos estavam guardados havia pegado fogo. Um curto-circuito na rede elétrica pode ter sido a causa do incêndio, mas a confirmação depende da perícia.

O Corpo de Bombeiros foi acionado e conseguiu conter as chamas antes que se espalhassem para imóveis vizinhos. Um dos micro-ônibus foi totalmente destruído e o outro ficou parcialmente danificado. Os veículos pertencem ao sistema alternativo de transporte de Natal e operam a linha 412, que faz o percurso entre Ponta Negra e Alecrim.

As causas do incêndio ainda serão investigadas. Anderson, que dependia dos dois veículos para garantir sua renda, aguarda orientações sobre os próximos passos.

Portal da Tropical

28 - nov/25

Fotos: Reprodução/Instagram

O ABC voltou a enfrentar questionamentos na Justiça do Trabalho após três novos processos movidos por ex-jogadores. O caso de maior peso é o do zagueiro Richardson, ídolo recente do clube e dono de mais de 150 partidas pelo Alvinegro, que cobra mais de R$ 200 mil em verbas trabalhistas supostamente não quitadas durante sua passagem pelo Frasqueirão. Rodolfo Filemon também ingressou com duas ações, somando cerca de R$ 43 mil, enquanto o goleiro Lucas Ribeiro reivindica aproximadamente R$ 30 mil.

Em suas redes sociais, Richardson afirmou que tentou evitar a judicialização, mas foi orientado pelo próprio clube a levar o caso à Justiça. “Apesar de eu querer resolver a situação de forma amigável, fui orientado pelo próprio clube a levar o caso para a Justiça. Curioso, já que minha intenção era justamente evitar isso”, escreveu. O defensor também agradeceu ao Alvinegro: “Levo comigo o carinho e a gratidão: no ABCFC vivi experiências que marcaram minha carreira e minha vida. Sou eternamente grato. Obrigado, ABCFC.”

O ABC, por sua vez, encaminhou uma nota após a repercussão dos novos processos. Segundo o clube, a ação de Richardson diz respeito a valores de uma passagem anterior do zagueiro, e dos demais casos, apenas um deles foi oficialmente comunicado pela Justiça até o momento. A direção afirma estar acompanhando todas as demandas judiciais envolvendo ex-atletas.

As ações ampliam a lista de pendências herdadas da última temporada e reforçam o cenário de dificuldades financeiras enfrentado pelo ABC, que tenta reorganizar suas contas enquanto lida com cobranças acumuladas ao longo dos últimos anos.

28 - nov/25

Foto: Marovich/Getty Images

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que vai suspender permanentemente a entrada de imigrantes de países classificados como “Terceiro Mundo”, justificando a medida como forma de “recuperar o sistema americano”. O anúncio foi feito na madrugada desta sexta-feira (28), em publicação na Truth Social. Países como o Brasil costumam ser incluídos nesse grupo.

A decisão surge um dia após um tiroteio próximo à Casa Branca, que deixou uma militar morta. O autor dos disparos é um afegão que entrou nos EUA em 2021, ainda na gestão Biden, e teve pedido de asilo aprovado em 2025. Trump afirmou que vai rever autorizações concedidas no período do democrata e que pretende cancelar milhões de admissões consideradas irregulares.

O republicano também diz que vai deportar estrangeiros que, segundo ele, representem risco, sejam “fardo público” ou não contribuam para os EUA. Em texto mais longo, Trump voltou a atacar políticas migratórias anteriores e afirmou que a imigração de países “falidos” seria responsável por parte dos problemas sociais americanos.

Paralelamente, o governo determinou uma revisão ampla de decisões migratórias da gestão Biden, incluindo pedidos de asilo e green cards concedidos a cidadãos de 19 países classificados como “de preocupação”, entre eles Afeganistão, Haiti, Venezuela, Irã e Somália. O processamento de solicitações feitas por afegãos também foi suspenso por tempo indeterminado.

Com informações do Metrópoles

28 - nov/25

Foto: Francisco de Assis

Nesta quinta-feira (27), a Câmara Municipal de Natal aprovou, em primeira discussão, o projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2026. A proposta, que estima e fixa as receitas e despesas do Município, foi aprovada por maioria, após tramitar na Comissão de Constituição e Justiça e na Comissão de Finanças. O orçamento enviado pelo Executivo prevê R$ 5,8 bilhões para o próximo ano, representando um crescimento de 10% em comparação a 2025.

De acordo com o projeto, o município segue dependente de transferências estaduais e federais, enquanto a arrecadação própria deve alcançar R$ 1,52 bilhão. Saúde e educação concentram as maiores parcelas do orçamento, com 29% e 30% de investimentos, sendo superiores aos mínimos constitucionais. No total, os investimentos projetados somam R$ 589 milhões, grande parte condicionada à contratação de operações de crédito.

A LOA também autoriza créditos suplementares de até 40% e estabelece medidas de contenção caso haja queda na arrecadação. Entre elas estão corte em consultorias, redução de propaganda institucional, ajustes em contratos terceirizados, diminuição de locação de veículos, redução de diárias, cortes em transferências para entidades privadas e redução de ajudas de custo. As ações estão alinhadas à Lei de Responsabilidade Fiscal.

O relator do projeto na Comissão de Finanças, vereador Pedro Henrique (PP), destacou a importância do documento. “A LOA é essencial para orientar a gestão e garantir transparência sobre as receitas e despesas do Município. O orçamento mostra que Natal ampliou investimentos em educação e fortaleceu as ações na saúde, evidenciando a prioridade nessas áreas. A assistência social também será contemplada, reforçando o compromisso com a população em vulnerabilidade. Além disso, o Município depende das operações de crédito e dos repasses estaduais e federais para manter os serviços funcionando adequadamente”, afirmou.

Com a aprovação em primeira discussão, os vereadores têm até 12 de dezembro para apresentar emendas. A votação final, em segunda discussão, está prevista para ocorrer entre 16 e 18 de dezembro, antes do recesso parlamentar.

27 - nov/25

Foto: Reprodução/Obra de Oscar Pereira da Silva, de 1904

Um novo estudo assinado pelos físicos Carlos Chesman (UFRN) e Cláudio Furtado (UFPB) propõe uma revisão profunda na versão oficial sobre a chegada dos portugueses ao Brasil. Segundo a pesquisa, publicada no Journal of Navigation, da Universidade de Cambridge, a frota de Pedro Álvares Cabral teria alcançado inicialmente o litoral do Rio Grande do Norte, e não Porto Seguro, na Bahia, como consagra a história tradicional. A conclusão foi obtida por meio da análise numérica detalhada dos registros da Carta de Pero Vaz de Caminha, combinada com simulações modernas envolvendo ventos, correntes marítimas, distâncias e topografia.

O trabalho mostra que fatores como ventos alísios, correntes do Atlântico e o efeito da força de Coriolis — que desvia massas de água e ar devido à rotação da Terra — empurrariam naturalmente as embarcações portuguesas rumo ao litoral potiguar. Os pesquisadores calculam que a trajetória percorrida a partir de Cabo Verde, de onde a frota zarpou em 22 de março de 1500, teria o formato de um grande “S”, terminando no Rio Grande do Norte. A velocidade média estimada, de 5,6 km/h, é compatível com navios da época.

Um dos pontos mais fortes da hipótese é a identificação do “monte grande, muito alto e redondo” citado por Caminha. Pelos cálculos, a elevação teria entre 70 e 125 metros para ser avistada a 30 ou 40 km da costa — algo que não combina com os 540 metros do Monte Pascoal, na Bahia. Já o Monte Serra Verde, no município de João Câmara (RN), encaixa-se com maior precisão na descrição, tanto pela altitude quanto pela forma e relação com outras cadeias montanhosas ao sul.

A tese dialoga com pesquisadores como Lenine Pinto e Câmara Cascudo, que já consideravam possível o desembarque no território potiguar, e reacende um debate histórico que há décadas mobiliza estudiosos do tema. Para Chesman, a pesquisa reforça como ferramentas das ciências exatas podem oferecer novas leituras a documentos do século XVI. O grupo agora busca diálogo com historiadores para aprofundar e validar as interpretações propostas.

Com informações do G1

27 - nov/25

Foto: Elpídio Júnior

A Câmara Municipal de Natal oficializou, nesta quinta-feira (27), a criação da Comissão Especial Processante que será responsável por conduzir o novo processo de cassação contra a vereadora Brisa Bracchi (PT). A comissão será formada por Samanda Alves (PT), como presidente, Daniel Rendall (Republicanos), como relator, e Tárcio de Eudiane (União Brasil), como membro.

De acordo com o ato que institituiu a criação da comissão, o colegiado seguirá o rito previsto no Decreto-Lei 201/1967, o mesmo que disciplinou o processo anterior, arquivado por decurso de prazo. Na quarta-feira (26), o plenário aprovou, por 19 votos a 6, a abertura de nova denúncia — sob a mesma alegação de uso irregular de emendas parlamentares.

A presidência definiu que a comissão observe “fielmente os prazos, garantias processuais, constitucionais e demais procedimentos” previstos no Decreto-Lei 201/1967 — incluindo notificação da denunciada, instrução, elaboração de parecer e realização da sessão de julgamento. O novo colegiado terá até 90 dias para concluir os trabalhos.

A nova denúncia, apresentada pelo vereador Matheus Faustino (União Brasil), acusa Brisa Bracchi de utilizar recursos de emenda parlamentar em um evento político-partidário, o “Rolé Vermelho”, que teria celebrado a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro no STF. A análise do mérito caberá exclusivamente à Comissão.

A abertura do processo ocorreu no mesmo dia em que o plenário rejeitou, por 21 votos a cinco, pedido de Brisa para instaurar um processo de cassação contra o próprio Matheus Faustino, após ele levantar suspeitas sobre eventuais “vendas de sentenças” relacionadas ao arquivamento da denúncia anterior.

Tribuna do Norte

27 - nov/25

Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

No meio do fogo cruzado com o governo Lula e com a oposição bolsonarista, o presidente da Câmara, Hugo Motta, decidiu jogar pesado. Ele articulou um superbloco com 275 deputados, juntando centrão e partidos médios, e deixou PT e PL do lado de fora — totalmente isolados no tabuleiro político de Brasília.

O bloco, confirmado por aliados e revelado inicialmente pela Folha, reúne União Brasil, PP, PSD, Republicanos, MDB, PSDB, Cidadania e Podemos. É o maior agrupamento da Câmara e nasce para blindar Hugo e dar força às pautas que ele pretende tocar, muitas delas em choque direto com o Planalto.

O movimento escancara o desgaste da relação de Hugo com o governo Lula, que esperava apoio mais firme do presidente da Câmara, e também com o PL, que rompeu após disputas internas e pressão do bolsonarismo. Os dois partidos chegaram a marchar juntos na eleição de Hugo em fevereiro, mas pularam fora depois dos atritos.

Com o novo bloco, o centrão volta a mandar no Congresso e assume o papel de fiel da balança — enquanto o PT perde espaço e o PL fica reduzido ao discurso, sem o mesmo peso na prática. No fim das contas, Hugo deixa claro que quem comanda o ritmo da Câmara é ele, e não o Planalto.

27 - nov/25

Foto: Gustavo Moreno/STF

O ministro Dias Toffoli, do STF, decidiu suspender em todo o Brasil todas as ações que pedem indenização por atraso ou cancelamento de voos quando as empresas alegam “força maior”, como mau tempo. Na prática, quem está com processo aberto contra companhias aéreas vai ter de esperar — e sem previsão de quando a Corte vai bater o martelo.

A decisão nasceu de um caso da Azul, condenada no Rio de Janeiro por danos morais e materiais após atrasar e alterar o voo de um passageiro. Toffoli alegou que o setor enfrenta uma enxurrada de ações e decisões conflitantes, o que, segundo ele, gera “insegurança jurídica”. Por isso, mandou paralisar tudo até que o STF decida se as companhias podem ou não ser responsabilizadas nesses casos.

O problema é que a decisão favorece diretamente as empresas, que seguem operando normalmente, enquanto os consumidores continuam no prejuízo — e sem saber quando (ou se) verão alguma indenização. A Corte não informou prazo para julgar o tema, o que significa que a novela deve se arrastar por meses.

Para quem vive na vida real, principalmente no Nordeste, onde atrasos e cancelamentos são rotina em períodos de chuva, a decisão cai como mais um presente do Judiciário para as grandes empresas — e mais um atraso para o passageiro brasileiro.

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