As correntes de retorno, conhecidas popularmente como correntezas, estão entre as principais causas de afogamentos no litoral do Rio Grande do Norte. De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar do RN (CBMRN), o fenômeno natural consiste em fluxos fortes de água que se formam no mar e podem arrastar banhistas para longe da praia.
Esse cenário já havia sido alertado pelo corporação nas redes sociais no mês de dezembro de 2025, como forma de prevenção diante da chegada do verão, que resulta no aumento no fluxo de potiguares e turistas nas praias do Rio Grande do Norte.
O alerta chama ainda mais atenção diante do caso da morte de uma jovem vítima de afogamento, que foi arrastada por uma correnteza na praia de Tabatinga, no município de Nísia Floresta, na região Metropolitana de Natal. Ela estava junto com outras três pessoas, que conseguiram ser resgatadas pelos Bombeiros
De acordo com o CBMRN, a corrente de retorno costuma enganar quem entra no mar, sendo classificada como uma “armadilha invisível”. “Sabe aquela parte do mar que parece mais calma? Cuidado. Ela pode significar uma corrente de retorno. Ela puxa você para longe da praia e muita gente entra aqui achando que é seguro”, esclarece.
Entre as principais características estão a mudança na coloração da água, que costuma ficar mais escura em determinado ponto, e a menor formação de ondas naquela região. Esse cenário ocorre porque, com a variação da maré, formam-se valas ou buracos no fundo do mar.
“A formação das ondas por esse local é menor e nesse local a água retorna para o mar com mais força, mais violência. Isso acontece porque com a alta e a baixa da maré ela forma um buraco, uma vala. Quando a onda vem ela retorna por aqui, que é um banco de areia, por aqui e também pela vala. Por aqui só que ela volta com mais violência e isso se caracteriza com a corrente de retorno”, explica o guarda-vidas Wellington.
Caso seja pego por uma corrente de retorno, a principal orientação é não lutar contra a força da água. Nadar diretamente contra a corrente pode causar cansaço extremo e aumentar o risco de afogamento.
TRIBUNA DO NORTE