08 - jan/26

Heloísa de Carvalho Martin Arribas, de 56 anos, foi encontrada morta na noite desta quarta-feira 7 na casa onde vivia, em Atibaia, no interior de São Paulo. Filha do escritor Olavo de Carvalho, que morreu em 2022, ela teve a morte confirmada por familiares nas redes sociais. As circunstâncias do óbito ainda não foram esclarecidas.

A informação foi confirmada pelo irmão, Davi de Carvalho, por meio de uma publicação no Instagram. “Minha irmã, Heloísa, morreu. Pode parecer meio contraditório, considerando todas as desavenças que havia entre ela, os irmãos e os pais, mas eu gostaria de pedir a vocês que, quem puder, faça uma oração por sua alma”, escreveu ele. Em outra mensagem, completou: “A situação toda é muito triste e vocês não me verão tratar disso em público. Mas, independentemente de qualquer coisa, é uma alma que precisa de oração. Agradeço de coração. Que Deus os abençoe”.

Segundo informações preliminares, o corpo de Heloísa foi encontrado por um amigo. Ela estava deitada na cama de casa. Até o momento, não há confirmação oficial sobre a causa da morte.

Heloísa teria dado entrada em um hospital no dia anterior ao óbito, com suspeita de intoxicação por medicamentos, mas recebeu alta após o atendimento. No último dia 4 de janeiro, ela publicou em sua conta no X a frase: “Eu estou viva e completa para ver todos os bolsolavettes indo um a um pra cadeia”.

Procurada, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP/SP) informou apenas que “o caso foi registrado no plantão da Delegacia de Atibaia e devido à natureza os detalhes serão preservados”.

Filha mais velha de Olavo de Carvalho, Heloísa foi a única entre os oito irmãos a não receber parte da herança do pai. Em 2017, ela rompeu relações com o escritor e com outros familiares. No mesmo ano, Olavo chegou a registrar queixa contra a filha, acusando-a de integrar uma organização criminosa apoiada por partidos de esquerda para prejudicar sua reputação.

Nas redes sociais, Heloísa se descrevia como “combatente do bolsolavismo, esquerdista, lulista e ativista canábica”. Apesar de ser filha de um escritor identificado com o conservadorismo, ela atuou politicamente à esquerda nos últimos anos e era crítica do bolsonarismo.

Ela também escreveu o livro Meu Pai, o Guru do Presidente: A Face Ainda Oculta de Olavo de Carvalho, no qual fazia acusações ao pai, incluindo a de abandono intelectual. O caso segue sob registro da Polícia Civil de São Paulo

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