Após a morte de Gabriely Barbosa de Melo, de 19 anos, a família pede uma “punição rigosora”. A jovem morreu nesta segunda-feira 5 após ficar internada com sequelas de uma suposta troca de medicação em uma Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) em Natal. Abalada, a família afirma que pretende judicializar o caso e cobra responsabilização dos envolvidos.
Avó da jovem, Maria Soares de Melo falou ao G1RN sobre o impacto da morte da jovem. “Ir para a UPA em busca de de um cuidado médico, chegar andando e voltar dentro do caixão para dentro de casa é muito doloroso. Quero uma punição rigorosa, que seja judicializado, que todo mundo saiba o que a gente está sofrendo hoje”, afirmou.
Segundo Maria, a família segue em estado de choque desde a confirmação do óbito. “Não parei de chorar. Desde que aconteceu, desde que chegou a notícia, toda família está assim abalada. A mãe dela, todo mundo, a família inteira está abalada. Ninguém esperava que acontecesse uma coisa dessa”, pontuou.
Gabriely era indígena da etnia Potiguara e, de acordo com a avó, o caso foi comunicado a entidades como a Funai. A jovem estava internada desde 17 de dezembro, após procurar a UPA Potengi com sintomas de gripe persistente e tosse há cerca de 30 dias.
Relembre
Conforme o relato do atendimento, a médica de plantão prescreveu um expectorante e o corticoide succinato sódico de hidrocortisona. No entanto, na sala de medicação, Gabriely recebeu na veia três ampolas de succinilcolina, um relaxante muscular utilizado para intubação, em vez do medicamento prescrito.
Após a aplicação, a jovem apresentou anestesia e sofreu uma parada cardíaca. Ela foi reanimada por cerca de 20 minutos, intubada e transferida para a UTI do Hospital Rio Grande, onde permaneceu internada até esta segunda-feira.
A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informou que a causa da morte foi “choque decorrente de infecção severa” (sepse). Em nota, a pasta afirmou que os servidores envolvidos seguem afastados e que há uma sindicância em andamento.
Ainda segundo a SMS, os Conselhos de Enfermagem e de Farmácia realizam apuração dos fatos e um Processo Administrativo será aberto após a conclusão da sindicância, com acompanhamento dos órgãos competentes.
*Com informações do G1 RN