12 - fev/26

Correios deixaram de pagar R$ 3,7 bilhões a fornecedores, empregados e em tributosCom o fluxo de caixa negativo, os Correios deixaram de pagar R$ 3,7 bilhões em obrigações com fornecedores, tributos federais, o fundo de pensão Postalis e o plano de saúde Postal Saúde. Os dados constam em um documento interno de análise da situação financeira da estatal, obtido com exclusividade pelo g1. A empresa enfrenta crises econômico-financeiras sucessivas e, para lidar com o cenário, criou em junho um Comitê Executivo de Contingência, vinculado à presidência, que adotou uma política de postergação deliberada de pagamentos para preservar a liquidez. Ao todo, foram adiadas as seguintes obrigações: INSS Patronal: R$ 1,44 bilhão; Fornecedores: R$ 732 milhões; Postal Saúde: R$ 545 milhões; Tributos PIS/COFINS: R$ 457 milhões Remessa Conforme: R$ 346 milhões; Postalis: R$ 135 milhões. A estatal informou que, nos nove primeiros meses de 2025, arrecadou R$ 16,94 bilhões, mas tinha obrigações de R$ 20,65 bilhões. Caso os pagamentos tivessem sido feitos no prazo, o déficit operacional estimado seria de R$ 2,77 bilhões, acima da capacidade de cobertura no período. O documento aponta ainda que parte do desequilíbrio resulta do acúmulo de dívidas de 2024, empurradas para 2025. A dívida dos Correios aumentou em R$ 1 bilhão e os principais afetados foram com: INSS Patronal: R$ 696 milhões a mais (eram R$ 741 milhões); Tributos PIS/COFINS: R$ 249 milhões a mais (R$ 208 milhões); Postal Saúde: R$ 182 milhões a mais (eram R$ 363 milhões); Fornecedores: R$ 80 milhões a mais (eram R$ 652 milhões); Remessa Conforme: R$ 75 milhões a mais (eram R$ 271 milhões). Apesar disso, os Correios estimam um prejuízo contábil menor em 2025, de R$ 5,8 bilhões, abaixo das perdas registradas no terceiro trimestre do ano.

Com o fluxo de caixa negativo, os Correios deixaram de pagar R$ 3,7 bilhões em obrigações com fornecedores, tributos federais, o fundo de pensão Postalis e o plano de saúde Postal Saúde. Os dados constam em um documento interno de análise da situação financeira da estatal, obtido com exclusividade pelo g1.

A empresa enfrenta crises econômico-financeiras sucessivas e, para lidar com o cenário, criou em junho um Comitê Executivo de Contingência, vinculado à presidência, que adotou uma política de postergação deliberada de pagamentos para preservar a liquidez.

Ao todo, foram adiadas as seguintes obrigações:

INSS Patronal: R$ 1,44 bilhão;
Fornecedores: R$ 732 milhões;
Postal Saúde: R$ 545 milhões;
Tributos PIS/COFINS: R$ 457 milhões
Remessa Conforme: R$ 346 milhões;
Postalis: R$ 135 milhões.
A estatal informou que, nos nove primeiros meses de 2025, arrecadou R$ 16,94 bilhões, mas tinha obrigações de R$ 20,65 bilhões. Caso os pagamentos tivessem sido feitos no prazo, o déficit operacional estimado seria de R$ 2,77 bilhões, acima da capacidade de cobertura no período.

O documento aponta ainda que parte do desequilíbrio resulta do acúmulo de dívidas de 2024, empurradas para 2025. A dívida dos Correios aumentou em R$ 1 bilhão e os principais afetados foram com:

INSS Patronal: R$ 696 milhões a mais (eram R$ 741 milhões);
Tributos PIS/COFINS: R$ 249 milhões a mais (R$ 208 milhões);
Postal Saúde: R$ 182 milhões a mais (eram R$ 363 milhões);
Fornecedores: R$ 80 milhões a mais (eram R$ 652 milhões);
Remessa Conforme: R$ 75 milhões a mais (eram R$ 271 milhões).
Apesar disso, os Correios estimam um prejuízo contábil menor em 2025, de R$ 5,8 bilhões, abaixo das perdas registradas no terceiro trimestre do ano.

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