
De acordo com o médico ginecologista Robinson Dias, presidente da Associação de Ginecologia e Obstetrícia do Rio Grande do Norte (Sogorn), a prevenção ainda é a principal estratégia para conter o avanço da doença, mas o pré-natal também é uma ferramenta importante de controle.
“Assim como outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), a sífilis pode ser evitada com o uso de preservativos durante as relações sexuais. No caso da congênita, é fundamental que a mulher grávida realize a testagem durante o pré-natal e, se necessário, inicie o tratamento o quanto antes para evitar transmitir para o bebê”, explicou.
Desafios do combate da transmissão vertical
A transmissão vertical, de mãe para filho, é considerada um dos principais desafios para o controle da doença. Quando não há diagnóstico ou tratamento adequado, as chances de o bebê nascer infectado aumentam significativamente.
Em 2024, o Rio Grande do Norte registrou quase mil casos de sífilis em gestantes e 479 diagnósticos de sífilis congênita. Apesar de uma leve redução no número absoluto de ocorrências em relação ao ano anterior, a proporção de transmissão da doença da mãe para o bebê aumentou de 47,5% para 49,1%, indicando que quase metade das grávidas infectadas ainda transmitem a infecção durante a gestação ou no momento do parto.