A energia eólica permanece como o principal vetor da matriz elétrica potiguar, concentrando 85,34% da potência instalada. Em 2025, entraram em operação dez novos parques eólicos, adicionando 552,6 megawatts (MW) à matriz estadual.
Em contrapartida, a energia solar fotovoltaica manteve trajetória de expansão mais consistente. Ao longo de 2025, 12 novas usinas solares iniciaram operação, acrescentando 294,9 MW à capacidade instalada. Os municípios de Assú e Santana do Matos concentraram o maior número de novos empreendimentos solares no período, reforçando a diversificação da matriz elétrica estadual.
Os investimentos estimados em novos projetos eólicos e solares no Rio Grande do Norte somaram R$ 5,5 bilhões em 2025. Desse total, R$ 4,4 bilhões foram direcionados à fonte eólica e R$ 1,1 bilhão à solar fotovoltaica. Embora o montante represente retração em relação a 2024, o setor manteve elevada relevância econômica para o Estado.
No acumulado entre 2022 e 2025, os investimentos ultrapassaram R$ 36,6 bilhões, consolidando o RN como um dos principais destinos de capital no setor de energias renováveis no país. Além da contribuição para a matriz elétrica, o segmento teve impacto direto sobre o mercado de trabalho.
Em 2025, a implantação de usinas eólicas gerou 5.917 empregos, entre postos diretos e indiretos. Já os empreendimentos solares responderam pela criação de 3.449 vagas, sobretudo nas etapas de obras civis, montagem eletromecânica e instalações elétricas. Os efeitos se refletiram nas economias locais, com estímulo aos setores de serviços, hospedagem e alimentação.
As projeções apontam para a continuidade da expansão do setor elétrico potiguar nos próximos anos. Até 2031, novos projetos eólicos podem acrescentar cerca de 1,81 GW à capacidade instalada. A perspectiva para a energia solar é ainda mais ampla, com previsão de 7,88 GW adicionais até 2038.
Segundo a Sedec, o cenário reforça a posição estratégica do Rio Grande do Norte no contexto energético nacional, mas também evidencia a necessidade de avanços estruturais, especialmente na ampliação da infraestrutura de transmissão. Esse fator é considerado crucial para assegurar a segurança energética, viabilizar novos investimentos e sustentar o desenvolvimento econômico associado às energias renováveis.